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Planos de Pagamento para Apartamentos em Phuket em 2026: 5 Formas de Comprar Sem Recorrer a um Banco Tailandês

Planos de Pagamento para Apartamentos em Phuket em 2026: 5 Formas de Comprar Sem Recorrer a um Banco Tailandês
Photo: Apisatjapong / Pexels
Em resumo

Os estrangeiros não conseguem obter uma hipoteca num banco tailandês, mas isso não é obstáculo: em 2026 existem pelo menos cinco estruturas de pagamento que permitem a qualquer cidadão europeu comprar um apartamento em regime de propriedade plena em Phuket, com entradas a partir de 10% do valor total.

A Resposta Direta para Quem Está a Pesquisar

Um comprador estrangeiro não tem acesso a crédito habitação num banco da Tailândia. Ainda assim, o mercado imobiliário de Phuket oferece pelo menos cinco alternativas completamente legais: planos de pagamento faseado pelos promotores, financiamento direto pelo vendedor, descontos por pagamento antecipado, cessão de contrato antes da conclusão da obra e crédito garantido por ativos no estrangeiro. As entradas iniciais podem ser tão baixas quanto 10% do preço de compra, e os planos de prestações sem juros chegam a cobrir todo o período de construção.

Para um comprador português que esteja a ponderar investir em Phuket, a boa notícia é que este sistema já existe há mais de uma década e está bem documentado. A plataforma Imóveis na Tailândia acompanha regularmente estas estruturas para ajudar investidores de língua portuguesa a navegar o processo sem surpresas.


Porque é Que os Compradores Estrangeiros Não Precisam de um Banco Tailandês?

A lei tailandesa impede, na prática, que a esmagadora maioria dos estrangeiros aceda a crédito bancário local. Bancos como o UOB e o ICBC disponibilizam produtos específicos para não-residentes, mas as condições são exigentes: visto de trabalho tailandês válido, rendimentos comprovados na Tailândia e um rácio máximo de financiamento de 70%. Pouquíssimos compradores europeus preenchem estes requisitos.

O resultado? Segundo dados do Nation Thailand, cerca de 60% de todas as transações de apartamentos em Phuket no terceiro trimestre de 2025 envolveram compradores estrangeiros, com projeções de 65% para 2026. Quase nenhum desses compradores utilizou financiamento bancário tailandês. Em vez disso, recorreram a mecanismos contratuais privados que os promotores foram aperfeiçoando ao longo dos anos.

Um ponto essencial a compreender desde o início: um plano de prestações com um promotor não é um empréstimo. Trata-se de um acordo contratual direto entre comprador e promotor. A escritura só é transferida após o pagamento integral.


As 5 Estruturas de Pagamento Disponíveis em 2026

1. Prestações por Fase de Obra (Compra em Planta)

É a modalidade mais comum nos projetos novos. O comprador paga uma entrada na assinatura do contrato e depois efectua pagamentos ligados ao avanço da construção. Um exemplo concreto: o projeto The Harmony by Wallaya Villas, em Chertalay, funciona segundo um esquema 30/30/15/15/10%. Os primeiros 30% são devidos na assinatura, os seguintes 30% na conclusão das fundações, depois 15% e 15% em fases intermédias de obra, e os restantes 10% na entrega das chaves. A conclusão prevista é o terceiro trimestre de 2027, o que dá aos compradores quase dois anos para distribuir os pagamentos.

O Layan Verde oferece condições ainda mais flexíveis, com entrada a partir de 263.000 USD e duas estruturas possíveis: 50% ou 35% de entrada, com as restantes prestações distribuídas até ao final de 2028. Os estúdios deste projeto têm uma rentabilidade projetada de até 8,7% ao ano no regime de pool de arrendamento.

A AssetWise, responsável pela marca The Title em Phuket, utiliza habitualmente uma estrutura de 25% na assinatura, 25% nas fundações e 25% na entrega, com o remanescente distribuído pelas fases intermédias. Esta abordagem protege o promotor do risco de incumprimento e permite ao comprador repartir o custo ao longo de toda a obra.

2. Financiamento pelo Vendedor no Mercado de Revenda

Nesta modalidade, o acordo é feito diretamente entre comprador e proprietário, sem qualquer banco envolvido. O comprador entrega 10 a 30% como sinal e reembolsa o restante em prestações mensais ou trimestrais ao longo de 3 a 5 anos. O título de propriedade permanece em nome do vendedor até à liquidação total.

Segundo a Siam Real Estate, uma entrada mais elevada, próxima dos 30%, tende a desbloquear melhores condições: prestações periódicas mais baixas e um prazo global mais curto. Este mecanismo está disponível tanto para unidades em propriedade plena como em regime de arrendamento de longa duração.

Um detalhe crítico: o vendedor pode incorporar um componente de juro no contrato sob a forma de um prémio de preço, e não como taxa de juro declarada. O intervalo habitual é de 3 a 5% ao ano sobre o saldo em dívida.

3. Pagamento Total com Desconto na Fase de Pré-Venda

Alguns promotores concedem um desconto de 5 a 15% para pagamentos a 100% na fase de pré-construção. Esta opção destina-se a investidores com liquidez disponível que se sintam confortáveis a imobilizar capital durante 1,5 a 2 anos até à entrega. O risco é mais elevado (os atrasos de obra existem), mas o preço de entrada é o mais baixo possível.

4. Sinal Mais Cessão de Contrato Antes da Conclusão

O comprador garante a unidade com um sinal de 25 a 30% e depois cede o contrato de compra e venda a um terceiro antes de o edifício estar concluído. Na prática, trata-se de uma posição especulativa sobre a valorização do ativo. Funciona num mercado em alta, mas nem todos os promotores permitem cessões. O contrato de compra e venda tem de ser analisado com cuidado antes de se assumir que esta opção está disponível.

5. Financiamento com Garantia de Ativos no Exterior

Determinados bancos internacionais, nomeadamente em Singapura e Hong Kong, concedem linhas de crédito garantidas por ativos offshore para a compra de imóveis na Tailândia. As taxas partem habitualmente de 4 a 6% ao ano. A estrutura é complexa e exige uma carteira de investimentos substancial, mas preserva a liquidez de quem prefere não liquidar outros investimentos.


Comparação das Cinco Modalidades

ParâmetroPrestações por FaseFinanciamento pelo VendedorPagamento TotalCessão de ContratoCrédito Offshore
Entrada Inicial25-50%10-30%100%25-30%20-40%
Prazo de Pagamento1-3 anos (obra)3-5 anosPagamento únicoAté conclusão5-15 anos
Taxa de Juro0%3-5% ao anoNenhumaNenhuma4-6% ao ano
Transferência de TítuloApós pagamento totalApós pagamento totalImediataNão recebidoApós liquidação
Risco PrincipalAtraso de obraIncumprimento do vendedorCapital imobilizadoCessão proibidaExposição cambial
DisponibilidadeAmplaLimitadaSempreDepende do contratoGrandes carteiras

Os Erros Mais Comuns e Como Evitá-los

Erro 1 - Não verificar a quota dos 49%. A lei tailandesa permite que estrangeiros detenham um apartamento em plena propriedade apenas se a quota estrangeira do edifício não ultrapassar 49% da área total de pavimento. Este limite aplica-se ao edifício no seu conjunto, e não à unidade individualmente. Uma vez esgotada a quota, o registo é impossível, independentemente de quando foi pago o sinal. Antes de avançar com qualquer pagamento, exija uma certidão escrita à entidade jurídica do condomínio e confirme junto da Conservatória do Registo Predial local.

Erro 2 - Transferir dinheiro a partir do território tailandês. Para que o registo de propriedade plena por parte de um estrangeiro possa ser efetuado, os fundos têm de chegar do exterior em moeda estrangeira. Sem o formulário FETF ('Foreign Exchange Transaction Form') emitido pelo banco tailandês recetor, a Conservatória recusará registar o título.

Erro 3 - Deixar as condições por escrito apenas à palavra. No financiamento pelo vendedor, os acordos verbais são frequentes. Todos os montantes, datas de vencimento, penalizações por atraso e condições de reembolso do sinal têm de constar do contrato de compra e venda antes de qualquer transferência de dinheiro.

Erro 4 - Ignorar o fundo de reserva e as despesas de condomínio. Para além do preço do apartamento, cada comprador paga uma contribuição única para o fundo de reserva (tipicamente 400 a 800 THB por metro quadrado) e uma quota mensal de manutenção das áreas comuns (40 a 100 THB por metro quadrado por mês). Estes valores não estão incluídos nas prestações.

Erro 5 - Confundir um plano de prestações com uma garantia de investimento. O financiamento pelo promotor não protege o comprador em caso de insolvência desse mesmo promotor. Antes de assinar qualquer documento, confirme a situação financeira da empresa, a licença de avaliação de impacto ambiental (EIA) e o historial de obras entregues.


Perguntas Frequentes de Compradores Portugueses

Qual é o valor mínimo de entrada para um apartamento em Phuket em 2026? Através de financiamento pelo vendedor no mercado de revenda, a entrada pode ser tão baixa quanto 10% do preço de compra. Nos projetos de promotores, a primeira prestação situa-se habitualmente entre 25 e 30%.

O que acontece se não conseguir cumprir as prestações a meio do plano? Num plano de prestações com promotor, este tem direito a rescindir o contrato e a reter os pagamentos já efetuados, na totalidade ou após dedução de 10 a 25% do valor total. As condições exatas de retenção têm de constar expressamente do contrato.

Que impostos e encargos são devidos no momento da escritura? As prestações em si não estão sujeitas a imposto. No momento do registo do título, o comprador paga uma taxa de transferência de 2% sobre o valor avaliado (frequentemente partilhada entre comprador e vendedor) e imposto de selo de 0,5%.

A taxa de câmbio fica fixada durante o período de prestações? Não. Cada pagamento é convertido à taxa de câmbio vigente na data da transferência. O risco cambial recai inteiramente sobre o comprador durante todo o período do plano de prestações.


Fonte: Siam Real Estate - https://www.siamrealestate.com/thailand-property-news/buying-property-in-thailand-as-a-foreigner-2026

Perguntas frequentes

Um cidadão português consegue obter crédito habitação num banco tailandês?

Na prática, não. Alguns bancos como o UOB e o ICBC têm produtos para estrangeiros, mas exigem visto de trabalho tailandês, rendimentos comprovados na Tailândia e financiam no máximo 70% do valor. A grande maioria dos compradores europeus recorre a planos de prestações diretamente com o promotor, sem qualquer banco envolvido.

Qual é a entrada mínima para comprar um apartamento em Phuket em 2026?

A entrada mais baixa possível é de 10% do preço de compra, no caso do financiamento direto pelo vendedor no mercado de revenda. Nos projetos novos de promotores, a primeira prestação situa-se geralmente entre 25% e 30%. O projeto Layan Verde, por exemplo, começa nos 263.000 USD com estrutura de entrada a 35% ou 50%.

Tenho de enviar o dinheiro de Portugal para comprar em nome próprio?

Sim, obrigatoriamente. Para que o registo de propriedade plena em nome de um estrangeiro seja aceite pela Conservatória tailandesa, os fundos têm de ser transferidos do exterior em moeda estrangeira. O banco tailandês emite então o formulário FETF, que é um documento indispensável para formalizar a escritura.

O que é a quota dos 49% e como afeta a compra do meu apartamento?

A lei tailandesa limita a propriedade estrangeira em qualquer edifício a 49% da área total de pavimento. Este limite aplica-se ao edifício no seu conjunto. Se a quota já estiver esgotada quando tentar registar o título, o registo será recusado independentemente de ter pago o sinal há muito tempo. Antes de avançar com qualquer pagamento, verifique por escrito junto da entidade gestora do condomínio e da Conservatória local se ainda existe disponibilidade.