Imagine reservar uma viagem a Phuket para visitar um apartamento e descobrir, à chegada, que mais de metade do edifício já não está disponível. Foi exatamente isso que aconteceu com o Angsana Beachfront Residences, empreendimento da Banyan Tree Group dentro do complexo Laguna Phuket: 60% do inventário esgotou-se num único mês, um ritmo de vendas raramente visto no segmento premium da ilha.
Em resumo: o Angsana Beachfront Residences, na praia de Bang Tao, vendeu 60% das suas unidades no primeiro mês após o lançamento, um recorde de absorção para Phuket. O projeto é a primeira residência de marca em estilo resort da Banyan Tree na Tailândia, com apenas dois apartamentos por andar, piscina privada em cada um e concierge 24 horas. Restam atualmente cerca de 40% das unidades.
Para quem em Portugal anda a pensar em diversificar investimento fora da Europa, este caso ilustra bem a dinâmica atual do mercado tailandês: procura internacional forte, oferta cada vez mais escassa em primeira linha de praia, e uma corrida silenciosa que raramente chega às notícias generalistas.
Porque é que este ritmo de vendas é tão incomum
Em condições normais, um projeto premium em Phuket demora entre 12 a 18 meses a absorver a totalidade do inventário. Vender mais de metade em quatro semanas é um sinal de procura excecional e de um posicionamento muito bem calibrado. Até agora, este ritmo só tinha sido registado num punhado de projetos nas zonas de Bang Tao e Kamala.
Três fatores explicam o fenómeno:
- A Banyan Tree Group entrou num formato que nunca tinha explorado na Tailândia desta forma exata, e a sua base de clientes fiéis reagiu quase de imediato
- Bang Tao já tem infraestrutura madura e um fluxo turístico comprovado ao longo do ano
- A escassez de terrenos junto à praia em Phuket está a intensificar-se: há hoje muito menos licenças para novos empreendimentos costeiros do que há cinco anos
O que torna este projeto diferente de um condomínio comum
O Angsana Beachfront Residences situa-se na praia de Bang Tao, dentro do Laguna Phuket, uma das zonas turísticas mais consolidadas da ilha. Este é o primeiro projeto de residências de marca em estilo resort da Banyan Tree Group na Tailândia.
O desenho do edifício limita-se a dois apartamentos por andar, cada um com piscina privada e serviço de concierge 24 horas. Os compradores são, na sua maioria, investidores internacionais da Ásia e da Europa, atraídos pela combinação de estilo de vida e rentabilidade.
As chamadas 'residências de marca' (branded residences) em Phuket custam, em média, 25 a 35% mais do que um imóvel equivalente sem marca associada. Segundo a CBRE Tailândia, os compradores estrangeiros representaram 67% das compras de condomínios em Phuket no primeiro semestre de 2026, concentradas sobretudo em Bang Tao e Cherng Talay.
O contexto: a Banyan Tree e o mercado de Laguna Phuket
A Banyan Tree Group gere mais de 70 hotéis e residências em 17 países; a Angsana é a sua sub-marca dirigida a um público mais jovem, mas ainda assim com elevado poder de compra.
O Laguna Phuket ocupa cerca de 600 hectares e reúne vários hotéis de cinco estrelas, um campo de golfe de 18 buracos, infraestrutura comercial e acesso direto aos 6 quilómetros de praia de Bang Tao.
De acordo com dados da Knight Frank, o mercado global de residências de marca cresceu 150% na última década, e a Tailândia figura entre os cinco países com mais projetos deste tipo. Em 2026, o mercado asiático de residências de marca atingiu um valor de vendas ativo de aproximadamente 40 mil milhões de dólares, com Bangkok à frente na Tailândia (5.031 unidades) e Phuket muito perto, com 3.465 unidades, segundo análise da Exotic Property.
A ocupação hoteleira média em Phuket superou os 80% na temporada alta de 2025, segundo a Thai Hotels Association, o que sustenta o potencial de rendimento por arrendamento das unidades com marca associada.
Quanto custa entrar neste segmento e quanto se pode ganhar
O formato 'dois apartamentos por andar com piscina privada junto à praia' é típico de projetos com preços a partir de 15 a 20 milhões de baht (aproximadamente 420.000 a 560.000 dólares às taxas de câmbio de 2026), variando com o piso, a área e a vista.
Além do preço da unidade, os proprietários de residências de marca pagam uma taxa de gestão anual que, para operadores do nível da Banyan Tree, pode rondar 3 a 5% do valor do imóvel por ano. Esta taxa cobre manutenção, marketing de arrendamento, concierge e a manutenção dos padrões da marca.
As rentabilidades de arrendamento nestas propriedades em Phuket estimam-se entre 5 a 7% ao ano, dependendo da sazonalidade e da taxa de ocupação. Já a rentabilidade líquida, após todas as taxas do operador, ronda tipicamente 4 a 6% ao ano. Na temporada alta (novembro a abril), as tarifas de arrendamento podem ser 2 a 3 vezes superiores às da época baixa.
O que acontece no resto do mercado de condomínios na Tailândia
Vale destacar um contraste importante: enquanto o segmento de residências de marca em Phuket mostra grande dinamismo, o mercado nacional de transferência de condomínios para compradores estrangeiros caiu cerca de 17% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da REIC citados pela Nation Thailand.
Phuket contrariou essa tendência, registando o maior valor de transferências do país, impulsionado por projetos recém-concluídos e sobretudo por compradores russos, ainda que os volumes de compradores chineses tenham abrandado. Esta divergência reforça a resiliência relativa de Phuket num panorama nacional mais fraco.
Enquadramento legal para compradores estrangeiros
Compradores internacionais, incluindo do Reino Unido, Rússia, Canadá, Estados Unidos, India e também de Portugal, podem adquirir condomínios na Tailândia através da quota estrangeira (até 49% da área total de um projeto), com título de propriedade plena (freehold) registado em nome próprio. O pagamento deve ter origem no estrangeiro e ser confirmado através do formulário FET (Foreign Exchange Transaction).
No momento do registo, comprador e vendedor dividem normalmente a taxa de transferência de propriedade (2% do valor avaliado). Pode ainda aplicar-se um imposto de selo (0,5%) ou um imposto específico sobre negócios (3,3%), dependendo do tempo em que o vendedor deteve o imóvel.
A gestão pelo grupo hoteleiro permite ao proprietário receber renda sem envolvimento pessoal, uma vantagem central para quem investe a partir de Portugal ou de outro país europeu sem residir na Tailândia.
Riscos a considerar antes de avançar
Nem tudo é vantagem automática. Os principais riscos de comprar uma residência de marca na Tailândia incluem:
- Possível mudança de operador (a marca pode sair do projeto)
- Taxas de gestão anuais elevadas
- Restrições ao uso pessoal do imóvel se este estiver inscrito num programa de arrendamento
- Flutuações cambiais na conversão para baht
A liquidez de revenda é outro ponto a pesar. Residências de marca tendem a manter melhor o valor do que equivalentes sem marca, desde que o operador continue a gerir a propriedade. A reputação da Banyan Tree Group e a sua rede global de clientes fiéis criam, na prática, um canal de revenda já incorporado.
Vale a pena avançar agora?
Para um investidor português a considerar entrar no segmento premium de Phuket, a questão real não é 'devo comprar propriedade de marca?', mas sim 'ainda há tempo?'. Projetos deste calibre criam listas de espera antes mesmo do lançamento oficial. À data desta publicação, restavam aproximadamente 40% das unidades no Angsana Beachfront Residences, mas ao ritmo atual de vendas, quem estiver interessado deve procurar informação atualizada sobre disponibilidade sem demorar.
Se planeia uma viagem a Phuket para visitar imóveis pessoalmente, reservar alojamento perto de Bang Tao com antecedência é uma boa forma de avaliar a localização em primeira mão antes de decidir.
Fonte: Nation Thailand
Pronto para investir na Tailândia? A nossa equipa na Imóveis na Tailândia pode ajudá-lo a encontrar a propriedade certa para o seu perfil.
